História

O restaurante A Travessa foi criado em 1978 por três amigos, na estreita Travessa das Inglesinhas na Madragoa, que serviam como se estivessem na sua própria casa.

“Quando cheguei a Lisboa em Dezembro de 1969, fiquei fascinada pelo clima e pela luz. Especialmente porque tinha chegado da Belgica onde o céu está encoberto nove meses por ano. Lembro-me de ficar surpreendida por ainda haver folhas nas árvores nesta altura do ano.” Viviane

Fluentes em francês, depressa se tornaram num restaurante habitual para os funcionários das Embaixadas Belga e Francesa. Com um ambiente boémio e elegante o restaurante era também frequentado por artistas, intelectuais, políticos e jornalistas e rapidamente se tornou uma referência em Lisboa.

Dos fundadores iniciais manteve-se Viviane Durieu até que, em 1994, se juntou um novo sócio, António Moita, que acrescentou à cozinha os ingredientes e sabores da gastronomia portuguesa, até então principalmente Belga.

Vinte anos depois da abertura e muito perto das antigas instalações, a Travessa mudou-se para o renovado e lindíssimo Convento das Bernardas. Com salas amplas e confortáveis, cuidadosamente restauradas e com esplanada no claustro, onde se pode usufruir do bom tempo durante quase todo o ano.

O Convento das Bernardas do Mocambo foi fundado em 1653 por concessão de D. João IV, dedicado a Nossa Senhora da Nazaré, ficando agregado à ordem de Cister.

O Convento fechou para clausura em 1655. Em 1755 com o terramoto, o edifício ficou quase completamente destruído. A sua reconstrução iniciou-se três anos depois, sob a assinatura do Arquitecto Giacomo Azzolini. Durante o período de reconstrução as freiras instalaram-se no vizinho Convento da Esperança, posteriormente demolido em 1889.

Em 1786 as religiosas voltam ao Convento onde permanecem até 1834 altura em que é decretada a extinção das ordens religiosas e consequentemente a desapropriação dos seus bens.

O antigo Convento é sucessivamente arrendado e, entre outros, chegou a albergar um colégio. Foi também sede de Teatro Amador onde se estreou a conhecida fadista Hermínia Silva, a primeira a levar o Fado para o Teatro.

Atualmente propriedade da Câmara Municipal, foi totalmente recuperado em 2001 e nele está o restaurante a Travessa, o Museu da Marioneta e um núcleo de moradores no piso superior.